Política
Advogada presa após criticar delegado nas redes sociais
Advogada é presa em Goiás após criticar delegado nas redes sociais. OAB e entidades reagem e pedem apuração do caso. Leia mais.
Administrador
17 de Abril, 2026
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Advogada presa após criticar delegado nas redes sociais
A advogada Áricka Cunha foi detida em seu escritório em Cocalzinho de Goiás (GO), na quarta-feira, 15 de maio, por determinação do delegado Christian Zilmon Mata dos Santos. A prisão ocorreu após Áricka utilizar redes sociais para criticar despacho policial relacionado a um boletim de ocorrência registrado por ela.
Justificativa para a prisão e repercussão
Segundo informações da Polícia Civil, o delegado entendeu que as postagens de Áricka configuraram difamação ao divulgar e questionar trechos de seu despacho. O caso foi encaminhado à Gerência de Correições e Disciplina para apuração. A advogada foi conduzida à delegacia e liberada após pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil.
Reação institucional e posicionamento da OAB
A prisão da advogada gerou manifestações de entidades e figuras públicas, como o jornalista Glenn Greenwald e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que cobraram esclarecimentos sobre o caso. Em resposta, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nacional e a seccional de Goiás solicitaram o afastamento do delegado e a investigação imediata dos fatos, defendendo eventual aplicação de sanções.
Prerrogativas da advocacia e próximos passos
O presidente da OAB, Beto Simonetti, afirmou que a condução da advogada pode configurar abuso de autoridade e violação das prerrogativas profissionais. Rafael Lara Martins, presidente da OAB-GO, acompanhou o caso, prestando assistência à advogada e acionando o sistema de defesa da classe. Ambas as entidades classificaram a medida como ilegal e arbitrária, e defendem a apuração rigorosa da conduta do delegado.
Impacto e desdobramentos
O caso reforça o debate sobre liberdade de expressão e prerrogativas da advocacia diante de decisões judiciais e policiais. A apuração interna pela Polícia Civil e a atuação da OAB devem definir os próximos passos em relação à conduta do delegado e à defesa das garantias profissionais.