Assine
Jornal Noroeste Notícias
Política

Defesa de Tagliaferro vai à Justiça contra omissão da OAB

Administrador 17 de Abril, 2026 10 visualizações 3 min de leitura
Defesa de Tagliaferro vai à Justiça contra omissão da OAB

Eduardo Tagliaferro

Paulo Faria e Filipe Oliveira, advogados de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE, ajuizaram na Justiça Federal um mandado de segurança por omissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A instituição permaneceu inerte de diante de violação das prerrogativas dos dois profissionais na Ação Penal 2.720, contra Tagliaferro, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria de Moraes.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

No mandado de segurança, Faria e Oliveira pedem que a Justiça mande a OAB cumprir imediatamente com sua obrigação legal de fazer a defesa de suas prerrogativas.

São demandados na ação o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti; o presidente da Procuradoria Nacional de Defesa das Prerrogativas, Alex Souza de Moraes Sarkis; e o presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, Pedro Paulo Guerra de Medeiros.

Faria e Oliveira foram destituídos da defesa de Tagliaferro por Moraes em razão de terem exigido a citação de seu cliente, que mora no exterior, da forma legal, que é carta rogatória. O ministro, no entanto, citou seu ex-assessor por edital e se recusou a adotar o procedimento previsto na legislação.

Paulo Faria, advogado de Daniel Silveira | Foto: Reprodução/Revista Oeste
Paulo Faria, advogado de Eduardo Tagliaferro | Foto: Reprodução/Revista Oeste

No mandado de segurança, os advogados relatam que identificaram, no processo contra Tagliaferro, “violações estruturais ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório, circunstâncias que, por sua natureza, extrapolam o interesse individual e atingem diretamente a esfera institucional da advocacia como função essencial à Justiça”.

+ 'A OAB é cúmplice dos abusos do STF', afirma advogado

Com a destituição dos advogados, Moraes nomeou um defensor público da União para atuar na defesa de Tagliaferro. Porém, a própria Defensoria Pública da União, em manifestação na ação, “repudiou a sua nomeação e requereu a intimação pessoal de Eduardo Tagliaferro, por carta rogatória, a fim de que o mesmo confirme os impetrantes como advogados e únicos constituídos, ou escolha outros”.

A omissão da OAB

Diante das ilegalidades no processo de Tagliaferro, Faria e Oliveira procuraram a OAB diversas vezes, mas sem sucesso. “A Ordem permaneceu inerte, não tendo sequer apresentado resposta protocolar, posicionamento institucional mínimo ou qualquer sinal de atuação, o que demonstra que a omissão não decorreu de desconhecimento, mas de efetiva inércia deliberada”, escrevem os advogados no mandado de segurança.

+ Destituídos do caso Tagliaferro, advogados chamam Moraes de ‘tirano’ e cobram esclarecimentos da Defensoria Pública

E prosseguem: “O conjunto fático-probatório delineado nos autos revela, de forma inequívoca, a existência de omissão institucional grave, reiterada e juridicamente qualificada por parte das autoridades coatoras, as quais, mesmo após sucessivas provocações formais, devidamente documentadas e acompanhadas de fundamentação técnica robusta, deixaram de adotar qualquer providência concreta voltada à defesa das prerrogativas profissionais dos impetrantes, em flagrante descumprimento das atribuições legais que lhes são impostas pelo Estatuto da Advocacia”.

Por fim, eles pedem uma decisão urgente para obrigar a OAB a promover “de forma imediata, concreta e efetiva, a atuação institucional da Ordem dos Advogados do Brasil na defesa das prerrogativas profissionais dos impetrantes”.

O post Defesa de Tagliaferro vai à Justiça contra omissão da OAB apareceu primeiro em Revista Oeste.

Compartilhar:

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

ASSINE AGORA