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Fachin pede enfrentamento à crise do Judiciário e destaca reformas no STF

Administrador 17 de Abril, 2026 11 visualizações 3 min de leitura
Fachin pede enfrentamento à crise do Judiciário e destaca reformas no STF

O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, chega para sessão plenária no Supremo, em Brasília - 4/12/2025 | Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, destacaram nesta sexta-feira, 17, a existência de uma crise envolvendo o Judiciário brasileiro. O ministro afirmou haver necessidade de enfrentar essa situação de maneira atenta, de modo a evitar repetir soluções ultrapassadas diante de novos desafios.

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Durante palestra na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, Fachin disse que reconhecer a gravidade do momento é fundamental para impedir que problemas persistam sem resolução.

"É uma crise que precisa ser enfrentada, e enfrentada com olhos de ver e ouvidos de ouvir, sob pena de repetirmos, para problemas novos, soluções velhas", explicou o presidente do STF. "Essas soluções velhas significam simplesmente relegar os problemas sem resolvê-los."

Confronto institucional do STF e reação à CPI

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matér...
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Nos últimos dias, o STF esteve no centro de um novo confronto institucional. Alessandro Vieira (MDB-SE), senador relator da CPI do Crime Organizado, propôs o indiciamento de três ministros da corte, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A decisão gerou discordância entre diversos setores e levou ministros a pedir investigação contra o parlamentar, o que também foi alvo de críticas.

Depois de articulações entre governistas, ministros e a direção do Senado, o relatório de Vieira recebeu 6 votos contrários e 4 a favor. O foco inicial da CPI era o combate ao crime organizado, mas o senador não incluiu outros envolvidos em sua proposta, o que ampliou as reações negativas.

Escândalos e pressão por mudanças internas

Desde o final de 2025, revelações envolvendo Moraes e Toffoli, relacionadas ao escândalo do Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, têm alimentado a crise no tribunal.

Pressões de representantes da sociedade civil e do setor empresarial buscam a aprovação de um código de ética detalhado para os ministros. Fachin defende a pauta, que encontra resistência interna.

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O presidente da Suprema Corte, que assumiu o posto com discurso favorável à autocontenção do STF, afirmou a jornalistas que um código de conduta geraria "constrangimento" a quem descumprir regras. Disse ainda que juízes também cometem erros e devem ser responsabilizados.

Uma ala do Supremo, porém, defende que Fachin deveria adotar postura de defesa pública irrestrita dos ministros frente a críticas. Ela argumenta que a atual condução expõe ainda mais a Corte. Já outro grupo, no qual está Cármen Lúcia, relatora do código de conduta, apoia a iniciativa de mudança nas normas internas.

Leia também: "Hora de partir", artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 317 da Revista Oeste

Juristas, incluindo ex-ministros do Supremo, defendem reformas para tornar as decisões monocráticas mais restritas. Exemplos de propostas incluem o relatório da Fundação FHC e um documento elaborado em 2026 pela OAB de São Paulo. Para esses grupos, se o próprio tribunal não promover adequações, eventuais reformas externas podem ser ainda mais drásticas.

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