Ministério de Lula lança guia de comunicação pública ‘não sexista’

O Ministério das Mulheres do governo de Luiz Inácio Lula da Silva divulgou neste mês o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero. Conforme a pasta, o objetivo é orientar profissionais do setor público sobre práticas de linguagem que promovam a igualdade de gênero.
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O material, composto de 54 páginas, integra as ações do Pacto Brasil contra o Feminicídio e busca combater desigualdades históricas. Destinado a comunicadores governamentais, o guia recomenda o uso de expressões que contemplem todos os gêneros, como “bom dia a todos e todas”, além de sugerir substituir termos masculinos por palavras neutras, como trocar “cidadãos” por “população”. Confira abaixo na íntegra.
O documento defende a ideia de que a comunicação exerce papel central na mudança cultural e social. Segundo o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero, ela é “condição sine qua non para que a igualdade de gênero deixe de ser apenas palavra de ordem e se torne uma realidade”.
Governo Lula: impacto social de escolhas linguísticas

No conteúdo, o governo enfatiza que a neutralidade na comunicação estatal é inviável, pois toda escolha de linguagem reflete posicionamentos políticos e sociais. “Você já está fazendo política por meio de suas escolhas: decidindo quem fala, quem aparece, quem é invisibilizado, como é nomeado o problema”, explicou o guia.
A cartilha também destaca que a predominância do masculino como padrão linguístico é fruto de uma herança cultural que privilegia o patriarcado. Diz, ainda, que transformar a linguagem é fundamental para superar essas estruturas. O guia apresenta exemplos práticos para substituir frases consideradas sexistas por alternativas inclusivas.
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O documento organiza suas orientações em sete eixos principais: promoção da igualdade, uso de dados com recorte de gênero e cor de pele, prática da interseccionalidade, adoção de linguagem não sexista, responsabilidade ao comunicar casos de violência, incentivo à diversidade em equipes e fontes e fortalecimento de canais de escuta empática voltados às mulheres.
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