Novo ministro de Lula fala em aumentar a dívida pública para proteger ‘economia popular’

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), defendeu um aumento da dívida pública para proteger aquilo que definiu como "economia popular” dos efeitos da guerra no Oriente Médio.

A declaração ocorreu durante um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.
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“Se tiver que aumentar o endividamento do país para salvar a economia popular, tem que fazer“, declarou Guimarães.
O objetivo do aumento do endividamento público seria conter os preços de energia, fertilizantes e alimentos no Brasil.
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Segundo Guimarães, a escalada do conflito exige respostas excepcionais para evitar perda de renda entre as camadas mais vulneráveis da população.
Integrantes do governo avaliam medidas emergenciais para conter o impacto da crise internacional no custo de vida. Entre as possibilidades em discussão estão:
- mecanismos de compensação para combustíveis
- medidas para reduzir o custo de fertilizantes
- ações para conter a alta de alimentos
A lógica é evitar que o aumento de preços, especialmente de diesel, gasolina e insumos agrícolas, se traduza rapidamente em inflação mais alta e queda do poder de compra.
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Guimarães não quis entrar em detalhes das medidas que serão tomadas, mas antecipou que o governo anunciará nos próximos dias um conjunto de medidas que poderão incluir ações para mitigar o aumento dos preços dos fertilizantes. Item com grande potencial de pressionar a inflação de alimentos e os preços dos supermercados.
O ministro salientou como o governo já tomou um série de medidas, como o acordo entre a União e estados para subsidiar o diesel por até dois meses e a redução de tributos federais sobre o combustível.
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Com as duas medidas, a redução total é estimada em R$ 0,64 por litro para o consumidor. A proposta já foi aceita por 80% dos estados.
Para Guimarães, novas eventuais medidas para a gasolina serão estudadas pelos ministros do Planejamento, Bruno Moretti, e da Fazenda, Dario Durigan.
Dívida pública chegará em 100% do PIB em 2027
A declaração de Guimarães ocorre poucas horas após a divulgação de um levantamento do Fundo Monetário Internacional (FMI), que indica como o Brasil poderá chegar a uma dívida pública equivalente a 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027.
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Segundo os dados do FMI, o Brasil alcançará uma dívida pública bruta de 93,3% do PIB em 2025, que aumentará para 96,5% em 2026 e chegando a 100% do PIB em 2025, podendo alcançar 106,5% em 2031.
Atualmente o Brasil é um dos países emergentes com o maior endividamento público. A média entre os países em desenvolvimento é de 57,5% (excluindo a China), muito abaixo do nível de endividamento do Brasil.
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